Após um dia cheio e cansativo, com a subida do Mirador Santiaguito, dormi um pouco mais antes de iniciar a jornada para o CHICABAL com Amelie.
Realmente foi uma jornada, pois, como não pagamos um tour, pegamos duas vans até o início da trilha. A rota foi uma van do albergue até o Terminal Democracia, e daqui outra van para SAN MARTIN SACATEPEQUEZ. Detelhe, diga que vai parar no começo da trilha para o motorista, senão, tu vai para tal cidadezinha e depois é mó chão pra voltar...
A trilha é fácil demais, muito tranquila, apesar de ser subida, toda sinalizada e após uma horinha e meia já está na entrada do PARQUE CHICABAL, onde pagamos Q$ 15,00 para entrar. Continuamos subindo mais uma horinha, mais ou menos e chegamos à cratera do vulcão onde se formou uma cristalina lagoa verde, linda!
O tempo estava traiçoeiro. Rapidamente alguma neblina se formou e por pouco não pegamos a lagoa sem visibilidade. Descemos até sua margem - DETALHE, NÃO ENTRE NA LAGOA PORQUE É CONSIDERADA SAGRADA PARA OS MORADORES DA REGIÃO - e havia algumas pessoas em várias partes da cratera realizando rituais maias. Uns pareciam rituais fúnebres, outros mais de festa...cada um tinha um significado.
Amelie e eu ficamos por lá um tempinho, demos a volta toda na lagoa, paramos para comer, tirar algumas fotos e depois voltamos pelos degraus, sim, aproximadamente 500 degraus!!!
Subimos arduamente e voltamos ao mirante da lagoa para então descer.
Na descida vimos algumas crianças carregando lenha para seus lares, mas amigo, não era pouca coisa e pior, amarravam várias juntas e estas a uma corda e a passavam pela testa colocando a lenha nas suas costas, um castigo!
Fiquei morrendo de dó e imaginando nas crianças de nosso sertão que também trabalham arduamente nas lavouras e fazendas. Triste.
A descida foi tranquilíssima. Foi uma tarde divertida pacas, num visual legal pra caramba. O cansativo foi esperar uma van para nos levar à cidade e ficar mais uma horinha dentro da van.
Paramos num outro terminal, próximo a uma feirinha, tipo um camelódromo enorme, onde comprei umas camisas de times locais para meus amigos...hahahaha...nunca ouvira falar dos times!!!
Eram umas 17hs, tomei um banho, descansei um pouco e depois fomos jantar...o demoramos para achar um lugar que Amelie quisesse ir...isso até me estressou um pouco porque eu estava morrendo de fome...
Após a janta eu queria companhia para tomar cerveja, mas Amelie queria dormir...voltei com ela até perto do albergue, aí, enquanto ela continuou caminho, parei no ótimo SALÓN TECÚN, um bar bem animado, com gente jovem e bonita na medida do possível (negão, não estava no Brasil, né?!), tomei duas brejas apenas para curtir o movimento e minha última noite em Xela, cidade que adorei na Guate...
Aí, já sabe, barriga cheia e duas brejas de "nana nenê", capotei porque no dia seguinte iria à CHICHICASTENANGO para o maior mercado artesanal da América Central, competindo, inclusive, com o de Otavalo no Equador como o maior das América Latina.






























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