Monica e Marissa estavam no mesmo quarto que eu e logo as vi despertando. Voltei do banheiro, peguei minhas coisas e saí do quarto para não fazer barulho às demais pessoas que lá estavam. Percebi como estava frio, muito frio.
Fiquei uns dez minutos esperando elas descerem e nosso transporte chegar e esses 10 minutos fora do quarto me mostraram o quanto estaria frio lá na montanha.
Elas chegaram e logo nosso transporte também, passamos na casa do guia e rumamos até a base da montanha para iniciar a trilha. São uns 30 minutos e dentro do carro eu morria de frio. Creio que foi o dia que mais senti frio na minha vida porque mesmo de luvas, gorro e agasalhos eu senti muuuito frio.
Chegamos na base e imaginei que o guia falaria alguma coisa ou teria um ponto de apoio, mas não, nada. Chegamos e já começamos a subir às 05hs30 da manhã perante frio e escuridão.
No começo da trilha o guia e as duas seguiram rápido na frente e eu fui ficando para trás. Andamos bastante, cerca de 20 minutos direto, sempre em aclive e eu quase não enxergava nada em razão da escuridão.
Estava difícil para mim acompanhar o ritmo deles porque realmente seguiam rápido e eu tropeçava porque ainda não havia luz suficiente.
Na primeira parada eu estava exausto. Monica até me perguntou se eu estava bem, o guia também. Eu estava muito bem, porém, cansado. Eu precisava descansar uns minutos e recuperar a energia porque o frio estava acabando comigo. Começara a sair o sol e eu estava ficando feliz com isso.
Além disso, eu não acreditava que os três seguiriam na velocidade que estavam, talvez o guia porque estava totalmente acostumado e aclimatado com a altitude e à subida, mas não as duas. Achei que estavam demasiadamente empolgadas e utilizaram suas energias logo de começo e que logo se cansariam.
Continuamos. Eles ainda na frente e eu subindo a passos constantes, mas não tão rápidos. Comecei a sentir menos frio e passei a vê-los mais de perto e a cada passo meu, parece que eles diminuíam o ritmo.
Em pouco mais de quinze minutos eu já os alcaçara e os passara. Sabia que o guia iria ficar perto da meninas para não desampará-las. Comecei a me sentir bem melhor e não alternava meus passos.
Depois de andarmos 01hs30 no total, paramos novamente. O guia vendo que eu estava bem disse que precisava fazer uma pergunta importante a todos. Estávamos próximos a uma bifurcação, de um lado subiríamos o Vulcão Santa María e de outro ao Mirador Santiaguito.
Ele disse que não acreditava que subiríamos muito rápido ao cume do Santa María e isso poderia atrapalhar a visibilidade em razão das nuves e que acreditava ser melhor que rumássemos ao MIRADOR SANTIAGUITO, porque dali veríamos a erupção do vulcão, era uma rota mais fácil e mais curta.
Eu estava bem e queria chgar ao cume do Santa María e as duas também, porém, o guia e eu víamos que elas não estavam cem por cento. Monica, aliás, já estava meio pálida porque lhe faltava ar quando respirava e estava com dores de cabeça.
Mas elas decidiram seguir também para o Santa María.
Pegamos a rota para lá e rumamos. Parti na frente porque a trilha era bem sinalizada. Andei, andei, andei, olhei para trás e nada dos demais. Parei para esperá-los. Cinco minutos e nada. Dez minutos e nada. Quinze minutos e pensei, putz, aconteceu algo. Nisso, um senhor passou por mim e perguntei se eles estavam bem, a resposta foi positiva, fiquei mais calmo, porém, fui ao encontro deles para ver o porquê da demora.
O guia estava vindo ao meu encontro para voltarmos e seguirmos para o Mirador Santiaguito porque ele achava que elas não conseguiriam chegar ao cume do vulcão e que seria uma perda de tempo subir e só mais tarde descobrir isso. Aliás, as duas já estava com enjôo e muitas dores de cabeça e estava ficando arriscado para a saúde delas.
Aceitei numa boa, não ia ficar bravo porque sabia que aquilo era um tour e não um grupo de montanhismo, voltamos esses 15min e tomamos a rota para o Mirador. Em pouco mais de meia hora já estávamos lá. Estava frio, porém, o sol amenizava nosso sofrimento.
O Vulcão Santiaguito ainda está em atividade e todos os dias ele entre em erupção e entre às 09hs e às 12hs, geralmente de hora em hora ele demonstra sua força e beleza.
Teríamos que aguardar um pouco para o início de sua atividade. Comemos alguma coisa para repormos a energia, tiramos algumas fotos e ficamos conversando.
Aos poucos começamos a ver a magia que tanto aguardávamos, a ira do vulcão começara a se apresentar, de pouco em pouco a fumaça se expandia e em alguns minutos a beleza do vulcão se mostrou para a gente.
Uma fumaça em forma de cônica começava a sair e a formar uma imagem amendrontadora e linda ao mesmo tempo, bati várias, várias fotos e fiquei lá, surpreso, admirando a força da natureza e mais uma vez me rendia aos seus encantos.
Depois dos minutos de beleza, começamos a descer a bela trilha e agora não tão difícil. Reparamos que havia muito lixo na montanha, o que nos desagradou. Pegamos alguns pelo caminho a fim de ajudar um pouco na limpeza, para recompensar o que a natureza nos proporcionara.
Chegamos à base e lá estava a lotação nos esperando. Eu estava cansado, porém, não me sentia exausto, só precisava de um banho para relaxar e tirar o suor.
Voltamos e fui direto para o banho. Demorei um pouco e ao sair fiquei deitado descansando. Monica e Marissa estavam se aprontando porque iriam embora naquele dia mesmo.
Enquanto eu descansava no quarto, comecei a trocar idéia com uma francesa que chegara naquele dia ao albergue. Amelie, seu nome, estava há três meses na Guatemala e reservara uns dias para Xela. Como eu, queria escalar o Vulcão Chicabal e ia dar um pulo nas agências para ver os preços. Combinamos de nos encontrar para ver como ficaria o dia seguinte e se íamos mesmo escalar o vulcão.
Fui almoçar no bom CASA ANTIGUA (Avenida 12a, 3-26) e dei um rolê pela praça para ver como é o dia-a-dia de Xela.
Xela não é propriamente turística e por isso mesmo é bem bacana. Não chega a ser uma linda cidade, ams tem boas praças, razoável comércio, alguns bons restaurantes e não é difícil caminhar por lá, muito menos é perigosa.
Voltei para o albergue e Amelie me propôs a fazermos a subida do Chicabal sem guia porque pelo Lonely Planet parecia muito fácil. Concordei, até porque não queria gastar muito dinheiro e estavam nos cobrando uns U$ 20,00, enquanto, independente gastaríamos algo como U$ 2,00!!!
Com isso, resolvi comprar umas coisas para a trilha, tomei um busão até o shopping local e vi outra parte da cidade. Comprei créditos para o celular, água, bolachas, essas coisas e voltei.
Dei outra descansada arrumei minhas coisas para o dia seguinte e combinei de jantar com Amelie. Saímos e comemos uma ótima comida (e barata) no BLUE ANGEL VIDEO CAFÉ (Calle 7a, zona 1). Comi realmente muito bem e conversamos bastante sobre as diferenças culturais e o porquê dela querer passar 03 meses na Guatemala.
Na volta do albergue paramos ainda numa casa de salsa. Pensei - "putz, a gringa deve ser durona e não vai saber dançar". Ainda estava parar começar a noite, então, só havia ela e dois instrutores.
Ela começou a dançar com um deles e não é que a francesa sabia dançar salsa??? Fiquei bobo!Eu, brasileiro, que em tese teria ginga, nem me atrevi a dançar, enquanto ela dançava bem mesmo! Depois ela me confessou que tomara aulas na França.
Voltamos para o albergue e ainda tomei uma breja lá com o pessoal que estava no bar só para dar o sono antes de dormir. Rimos um pouco, descontraímos e fui dormir para um novo desafio no dia seguinte, VULCÃO CHICABAL!






























1 comentários:
oi, achei bacana seu blog. linkei no meu, abraço!
Postar um comentário