segunda-feira, 13 de abril de 2009

San Pedro la Laguna - 24/dez/2008


Despertei umas 06hs da manhã, não ia ficar enrolando na cama...como o hotel não possuía café da manhã, saí com minha garrafa de água e fui tirar umas fotos.

Tirei boas fotos de San Marcos, fui até o topo onde há uma pequena vila com escolas, bares, igrejas e ótimas vistas para o Atitlán.

Após me satisfazer com as fotos lá pelas 11hs da manhã segui para SAN PEDRO LA LAGUNA, de barco, por Q$ 10,00, numa viagem que demora uns 15 minutos.

Me hospedei no HOTEL GRAN SUEÑO, que é bonzinho, confortável, seguro, com ótimo atendimento do staff e ótima localização. Para quem chega pelos barcos logo na primeira subida pegue a esquerda que logo verá o hotel. Paguei Q$ 75,00, ou seja, uns U$ 10,00, realmente não foi muito barato, mas eu não queria dividir quarto com ninguém porque diziam que em San Pedro rolava muita droga.

Dei um master rolê por á, mas não quis escalar o Vulcão San Pedro porque pretendia seguir viagem no dia seguinte para Quetzaltenango. Fui até a feira, comprei camisetas da seleção, usei a internet, tomei café, subi e desci várias vezes para o centro de San Pedro, peguei infos sobre como seguir para Quetzaltenango e enfim, almocei no VISIÓN AZUL, apenas um sanduba com fritas e coca-cola ao preço de Q$ 25,00.

Bom, a única coisa que me preocupou foi o fato de que eu teria problemas no dia seguinte para rumar até Quetzaltenango (também conhecida como Xela). Como no dia seguinte seria Natal, não haveria ônibus regulares e apenas alguns Chicken Buses trabalhariam. A maioria me recomendava a ficar em San Pedro mesmo.

Teimoso, eu, não desisti de seguir à Xela.

Às 19hs tomei um banho e fui comer alguma coisa...aliás, já tinha namorada um pico que vendia pizzas, o FATA MORGANA, um misto de pizzaria, cafeteria e rotisseria de uma italiana. Comi 03 pedaços, a dona não acreditou, mas estava uma delícia e eu não vinha comendo muito bem na Guatemala, pois tudo tinha aguacate ou outros temperos que não me seduziam.

Paguei Q$ 37,00 por 03 pedaçoes e um café expresso, mas não me arrependi!

Bom, fui para o hotel descansar um pouco e imaginei que a noite começaria bombando lá pelas 21hs, com pessoas pelas ruas, movimento, etc.

No caminho, algo como 50 metros, fui abordado umas duas a três vezes por locais tentando me vender drogas...não acreditei.

Pelo menos não eram insistentes, apenas um meneio de cabeça bastava para pararem de perguntar.

Fiquei no quarto até umas 21hs, falei com a Carol por telefone, com minha mãe e fui para o movimento das ruas.

No entanto, não era como eu imaginava. Vazio. Quase ninguém. Voltei para o quarto, não antes sem ser abordado novamente para comprar drogas. Esperei, esperei, esperei e quase dormi e às 22hs30min resolvi sair nem que fosse para tomar cerveja sozinho.

Foi o que aconteceu.

Cheguei no THE ALEGRA que fica bem próximo ao deck e vi que havia algum movimento. Entrei. Meio ressabiado, mas entrei.

Eu sabia que no tal de FREEDOM a partir das 00hs iria começar uma baladinha, então, iria me aquecer e depois ver como seria o movimento lá.

Pedi uma long neck e comecei a beber. Sentei estrategicamente próximo das pessoas com quem eu teria chance de puxar algum papo, perto de duas meninas que conversavam em uma língua que não era inglês.

Sentei e fiquei observando. Dado momento, elas estavam tirando foto uma da outra e resolvi ajudá-las. Me ofereci para tirar uma foto delas e elas curtiram a idéia.

Devolvi a câmera e voltei para meu lugar com a minha breja. Em poucos minutos elas me chamaram para sentar ao lado delas e trocar idéias...nice! Deu certo! Não ia ficar de bobeira bebendo sozinho.

Eram duas meninas israelenses, Ifat e Michal, passamos o resto da noite contando um pouco de Israel e Brasil. Eram muito simpáticas mesmo e no momento do Merry Christmass, "comemoramos" o HANUKÁ, que é a celebração judaica para a data.

Ficamos até pouco mais da meia-noite e então elas iriam deitar e eu para o FREEDOM! Despedimo-nos, elas estendendo a mão com o braço esticado em claro sinal de que fizemos amizade, mas não éramos íntimos...engraçado como cada cultura é diferente!

Do bar de onde estava até a FREEDOM não era mais do que 20 metros. Cruzei a rua e logo me deparei com a balada. Eu ainda estava com minha long neck e vi na porta que era proibido entrar com latas, garrafas, drogas, etc.

Vi gente entrando com cerveja e não havia segurança, até porque a balada era free, entrei com a minha.

Foi uma das baladas mais estranhas e sinitras que já fui. Muita gente bonita junto de muita gente feia. As pessoas bonitas eram os estrangeiros e as feias eram os locais. Claramente os locais estavam lá para vender drogas para os gringos.

Aliás, sabe aquela sensação de que tá todo mundo ligadão e só tu que é o careta...então, este era eu. Meu, creio que toda balada estava chapada, noiada e só eu quem não estava entorpecido.

Alguns locais usavam casaco com capuz meio que para esconder o rosto e às vezes um gringo ou outro saía para um canto escuro com um local e voltava uns minutos depois.

Fora a maconha que rolava solta pelo pico...tá certo que sou pela liberdade de expressão, pela liberação da maconha e não tenho preconceitos com quem usa drogas, mas me senti meio sem sintonia com o lugar porque só eu não usava nada.

Aliás, comecei a ficar receoso...eu, sozinho, no meio de tanto noínha, imagine?!

Fiquei só uns 20 minutos e voltei para o hotel. Preservação natural, se desse uma merda lá eu estaria ferrado...cheguei ainda meio mamado da breja e capotei de sono, pensando em como seria minha jornada no dia seguinte até Xela.

1 comentários:

madeiradeacacia disse...

Mas neste ritmo, o mundo será pequeno para vc o conhecer amigo! Marte que se prepare...eh eh eh eh.
Abraços!